quarta-feira, 3 de abril de 2019

Transtorno de Personalidade Histriónica


 Transtorno de personalidade histriónica, (TPH), como o próprio nome indica é um transtorno de personalidade em que as pessoas em causa são excessivamente emocionais, dependentes da aprovação da sociedade, procuram ser o centro das atenções e, quando atingem a idade adulta, adotam um comportamento sedutor impróprio. Evidencia-se nestes indivíduos o egocentrismo e a presença de um carácter manipulador para a concretização das suas próprias necessidades.
 Teorias psicanalistas acreditam que atitudes autoritárias por parte dos pais para com os seus filhos, para que estes consigam feitos inalcançáveis, é um fator que provoca este tipo de transtorno. No entanto, ainda não são conclusivas as causas do mesmo, apesar de se relacionar traumas de infância, tais como a morte de um familiar ou o divórcio dos pais, com os fundamentos do transtorno de personalidade histriónica. Quanto ao fator biológico não se sabe ao certo se este é também um influenciador desta desordem na personalidade.


Margarida Fernandes, Nº13

Ética e Experiência de Milgram

Como nos foi mostrado pela experiência realizada pelo psicólogo Milgram, um exercício simulado testando um comportamento individual revela bastante sobre a obediência à autoridade.


Realizada na década de 60, esta experiência e seus métodos foram aceites; o mesmo não aconteceria nos dias de hoje devido às regras éticas mais rigorosas agora existentes.
Os padrões éticos modernos impõem que os participantes de qualquer estudo estejam completamente cientes do que vai acontecer e das consequências, ou seja, não podem ser enganados. Por isto, não poderia ser omitido aos participantes o facto de os choques não serem reais.


Em alguns casos de participantes em estudos na área da Psicologia as cicatrizes emocionais continuam por meses ou anos.
Apesar de os participantes usados por Milgram não indicarem sofrer de danos psicológicos a longo prazo (provenientes do ato de infligir dor a outra pessoa), é necessário questionar a ética de Milgram.


A continuação de estudos semelhantes, que têm por base o engano, poderia fragilizar a credibilidade de Milgram.
O conhecimento do uso deste método poria em causa a espontaneidade das reações e, por isso, a fidelidade das conclusões retiradas.



Maria Inês de Castro

terça-feira, 2 de abril de 2019

"EXPERIMENTER" - Stanley Milgram

"Experimenter" é um filme, de Michael Almereyda, que retrata alguns momentos e atividades da vida do psicólogo social Stanley Milgram e tem como principal foco as experiências realizadas pelo mesmo, a partir de 1961, na Universidade de Yale.

"Experimenter"

A principal experiência de Milgram descrita no filme é relativa ao estudo da obediência à autoridade e tinha como principal objetivo testar a atitude de indivíduos comuns perante ordens de uma autoridade que os coloca numa situação na qual têm de realizar atos que desafiam a sua consciência pessoal, aplicar choques a um outro ser e prejudiciais ao mesmo.

Principal experiência de Milgram

Primeiramente,no filme, é demonstrado o procedimento da experiência referida e a atitude dos indivíduos testados face à mesma.
Após esta etapa, Milgram lida com uma das principais controvérsias, provocadas na sociedade, relacionadas com os valores éticos postos em causa nesta sua experiência.
Posteriormente, Stanley torna-se professor em Nova York onde continua a executar os seus estudos sobre as iterações sociais e a pressão social, mas desta vez com a colaboração dos seus alunos.

É neste momento do filme que são demonstradas outras experiências realizadas por este psicólogo, tais como:

  • Experiência do mundo pequeno - Esta experiência desenvolve-se com o objetivo de estudar a probabilidade de duas pessoas selecionadas aleatoriamente se conhecerem;

Experiência do mundo pequeno

  • Experiência da carta perdida - Várias cartas seladas são distribuídas por diferentes locais públicos e com diferentes endereços (indivíduos, organizações, institutos, etc.) procurando-se obter resultados face ao envio das cartas para o local suposto em função do endereço colocado na mesma (a maior parte das cartas não enviadas tinham o endereço de organizações como: "Amigos do partido Nazista")
  • Experiência do comportamento anti social - Tentativa de encontrar uma correlação entre o consumo dos meios de comunicação (televisão) e o comportamento de indivíduos perante determinadas situações e escolhas;
  • Experiência do estranho familiar - Duas pessoas que compartilham o mesmo espaço físico (por exemplo uma paragem de autocarro) mas que não interagem entre si e a forma como este fenómeno influência a tendência para os mesmos interagirem num espaço diferente.
Experiência do estranho familiar (cena do filme)

Este filme é então uma ótima forma de ficar a conhecer melhor, não só este importante psicólogo na história da psicologia, mas também as suas experiências, assim como os objetivos, procedimentos e conclusões das mesmas.

- Mariana Oliveira

Obediência


A obediência é algo que se manifesta quando as pessoas não sentem a responsabilidade pelas ações cometidas sob ordem de uma determinada autoridade.
As experiências realizadas pelo famoso psicólogo Milgram levaram-nos a concluir que há condições que proprorcionam e favorecem o comportamento de obediência.






Fatores que influenciam a Obediência

A exeperiêcnia de Milgram, abordada anteriormente, levou os investigadores a questionar os fatores que influenciam a obediência. Deste modo, temos que os fatores são:
  • A proximidade com a autoridade: quanto mais próximo da autoridade o indivíduo for, mais intimidado se sentirá e, portanto, obedecerá às ordens dadas pela autoridade mais facilmente;
  • A legitimidade da autoridade: quanto mais reconhecimento e “poder” a autoridade tiver (como o uso de uma farda de polícia, batas de médico, entre outros), mais efeito terá na obediência das pessoas;
  • A próximidade da vítima: na experiência de Milgram, se a vítima fosse vista pelos participantes, a percentagem de choques elétricos descia de 100% para 30%;
  • A pressão do grupo: nesta situação, a quantidade de choques elétricos descia para 10% quando, numa situação de grupo, pelo menos dois dos participantes se recusassem a obedecer, o que levou a concluir que o efeito do grupo é superior ao da figura de autoridade. 





                                                                                 Beatriz Magalhães, nº5


segunda-feira, 1 de abril de 2019

É o cérebro um órgão sexual?

O sexo inicia-se e finaliza-se no cérebro, sem a comunicação entre os neurônios seria impossível vivenciar qualquer sensação, inclusive o orgasmo. 


Resultado de imagem para prazer sexual no cerebro


Além de coordenar todas as funções fisiológicas, o cérebro é responsável pela interpretação e percepção de tudo que se passa com o corpo, da dor ao prazer.  
Segundo o psiquiatra Waldemar Mendes de Oliveira Junior o cérebro tem um papel fundamental na apreensão dos estímulos e na resposta sexual. Todas as sensações que proveem de fora como a excitação visual, olfativa, tátil e auditiva são essenciais para o despertar sexual, as quais também são percebidas pelo cérebro, assim o cérebro proporciona ao órgão genital a função de responder adequadamente aos estímulos e funcionar. 

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 O cérebro atua como um sistema de feedback, ou seja, da resposta para o corpo, mas o que acontece no cérebro pode ser ainda mais importante ao prazer. O contato físico é importante, mas não é necessário”, declara o médico Mario Fiorani Junior, sendo assim a estimulação sexual também funciona quando existe apenas na imaginação 
A maior parte dos sistemas cerebrais são ativados durante o orgasmo, esta atividade cerebral é fundamental para o clímax sexual e a prova mais evidente que o cérebro desempenha um papel importantíssimo no sexo reside na capacidade de alguns homens e mulheres chegarem ao orgasmo sem estimulo genital.  
Como é obvio o resto do corpo não é indispensável na hora do orgasmo, as sensações de prazer nesse momento resultam da combinação das reações periféricas, por exemplo, o estimulo dos genitais, com o sistema nervoso central. “Durante o orgasmo, acontecem contrações rítmicas da musculatura da pélvis, taquicardia, aumento da pressão, arrepio e a sensação de prazer vinda do sistema nervoso central”, descreve Waldemar de Oliveira.
  
Imagem relacionada

O cérebro levado em conta como mente, centro de todos os pensamentos e emoções, também influencia o sexo do ponto de vista psicológico. A visão positiva ou negativa da sexualidade afeta a capacidade de sentir prazer.  
O que dá prazer é algo muito ambíguo, o sistema límbico é a unidade do cérebro responsável pelos comportamentos emocionais e sexuais, entre outros. Como o desejo surge em primeiro lugar na mente, traumas, abusos, formação religiosa rígida ou educação repressiva podem gerar problemas ou disfunções sexuais.  

Telma Pinto 😄

O Hipotálamo

O Hipotálamo é uma região do encéfalo dos mamíferos localizado sob o tálamo, formando uma importante área na região central do diencéfalo, tendo como função regular determinados processos metabólico e outras atividades autônomas. O hipotálamo liga o sistema nervoso ao sistema endócrino sintetizando a secreção de neuro hormônios sendo necessário no controle da secreção de hormônios da glândula pituitária, entre eles, liberação da gonadotropina (GnRH). Os neurônios que secretam GnRH são ligados ao sistema límbico, que está envolvido principalmente no controle das emoções e atividade sexual. O hipotálamo também controla a temperatura corporal, a fome, sede, e os ciclos circadianos. Apesar de relativamente pequeno, é uma região encefálica importante na homeostase corporal, isto é, no ajustamento do organismo às variações externas. Por exemplo, é o hipotálamo que controla a temperatura corporal, o apetite e o balanço de água no corpo, além de ser o principal centro da expressão emocional e do comportamento sexual. O hipotálamo faz também a integração entre os sistemas nervoso e endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas produtoras de hormônios. A hipófise e o hipotálamo são estruturas intimamente relacionadas morfológica e funcionalmente que controlam todo o funcionamento do organismo direta ou indiretamente atuando sobre diversas glândulas como a tireoide, adrenais e gônadas. Quase toda a secreção hipofisária é controlada pelo hipotálamo, que recebe informações oriundas da periferia (que vão desde a dor até pensamentos depressivos) e dependendo das necessidades momentâneas inibirá ou estimulará a secreção dos hormônios hipofisários, por meio de sinais hormonais ou neurais. O hipotálamo também produz dois hormônios, a ocitocina e o hormônio antidiurético (ADH) que são transportados para a neuro hipófise onde são armazenados.

Pedro Pacheco nº18 12ºA

domingo, 31 de março de 2019

Asch e o Conformismo


Solomon Asch (1907-1996) foi um famoso psicólogo polaco que realizou uma série de experiências em 1951 que demonstraram o poder da conformidade dos grupos.
O conformismo é, nada mais, nada menos, do que o comportamento de um indivíduo que é influenciado pela maioria do grupo devendo-se à pressão social. 

Estamos perante uma situação de conformismo social sempre que a confrontação com novas situações provocam ansiedade no indivíduo, acabando assim por adaptar-se à maioria do grupo.



Procedimento

Nesta experiência, um grupo de participantes foi colocado diante de um quadro com uma linha vertical servindo de figura de base e, ao lado, três linhas verticais de comprimentos diferentes, numeradas de 1 a 3, uma das quais igual à figura base.

No grupo experimental, apenas um dos participantes é o verdadeiro sujeito experimental, enquanto os restantes são atores. Estes respondem antes do sujeito e, deste modo, o indivíduo experimental encontra-se numa posição minoritária. Para não discordar da maioria, o indivíduo acaba por seguir a opinião dos restantes participantes para se sentir integrado no grupo.

Os resultados da experiência revelaram que apenas 25% dos sujeitos experimentais não se conformaram à pressão implícita pelo grupo, o que nos leva a considerar que o desejo pela integração é um dos fatores que explicam este fenómeno.






                                                                                        Beatriz Magalhães, nº5