terça-feira, 28 de maio de 2019

Atração interpessoal


A psicologia social tem como objetivo perceber e explicar os processos que estão na origem da atração interpessoal, ou seja, procura perceber a preferência que manifestamos por certas pessoas e que nos leva a gostar delas e a procurar a sua companhia.

O processo de atração não funciona de igual forma para todas as pessoas, visto sermos todos diferentes uns dos outros e devido à variedade de relações que podemos estabelecer com as diferentes pessoas. No entanto, há um conjunto de fatores responsáveis pela atração que sentimos pelos outros e que são comuns a todos. São eles:
  • Proximidade – o contacto físico e visual influencia bastante a atração interpessoal, na medida em que, quanto mais próximos geograficamente estivermos de uma pessoa, mais vezes interagimos e comunicamos com essa pessoa e, desta forma, temos maior tendência a estabelecer relações de amizade e simpatia com ela. No entanto, esta grande convivência que estabelecemos com alguém nem sempre é benéfica, pois o contacto constante com alguém pode também gerar em nós sentimentos de saturação, inimizade e desejo de afastamento;


  • Aparência física – temos mais tendência a sentirmo-nos atraídos por pessoas fisicamente mais bonitas, de acordo com os nossos padrões de beleza, pois estas pessoas causam-nos uma melhor primeira impressão e tendemos a associar-lhes características mais positivas com base no estereótipo “belo é bom”;
 
  • Semelhanças interpessoais/ culturais – estabelecemos mais facilmente relações de amizade com pessoas que partilhem opiniões, sentimentos, interesses, valores e comportamentos parecidos com os nossos;

  • Qualidades positivas – normalmente sentimo-nos mais atraídos por pessoas que possuam determinadas características, que são vistas aos nossos olhos como positivas, agradáveis, do que por aquelas que possuem características das quais não gostamos ou não nos identificamos;

  • Complementaridade – na sequência do fator anterior, há pessoas que, pelo contrário, numa primeira fase do relacionamento, são mais atraídas por pessoas com características opostas às suas próprias, pois gostam do facto da outra pessoa as “completar”.
 
  • Reciprocidade – temos maior inclinação em gostar de quem gosta de nós; apreciamos o facto do outro gostar de nós e simpatizar connosco e isso faz-nos sentimo-nos mais atraídos por ele.




Ângela Freitas

Neurotransmissores

Os neurotransmissores são substâncias químicas, que os neurónios produzem, que estão interligados com a coordenação e governação das atividades e funções celulares. Por meio destes, é possível a transmissão de informações de umas células para as outras, a estimulação de um impulso nervoso e também efetuar a reação final concretizada pelos órgãos efetores (glândulas e músculos).




Drogas que influenciam os neurotransmissores


Com o conhecimento detalhado do funcionamento dos neurotransmissores foi possível o desenvolvimento de drogas que afetam a transmissão química. Estas são capazes de alterar o efeito dos neurotransmissores, proporcionando o alívio de algumas doenças, o relaxamento da própria pessoa, e até, o desenvolvimento de certas capacidades cognitivas.





Inês Coelho
nº9


sexta-feira, 24 de maio de 2019

DIVERSIDADE HUMANA

A diversidade humana é a expressão que se refere as diferenças culturais, religiosas, ideológicas, biológicas, entre outras, que existem no ser humano. Existem  vários tipos de diversidade humana:
  • Diversidade Biológica: a diversidade biológica é das diversidades que mais experienciamos ao longo da nossa vida, podemos começar logo por dizer que somos diferenciados anatomicamente e fisiologicamente por dois sexos, o masculino e o feminino. Uma das primeiras coisas que notamos de diferente ao olharmos para outra pessoa é a cor do seu tom de pele, a cor dos olhos, o desenho da linha do nariz, a espessura dos lábios, a cor do cabelo, etc. São estes traços que nos diferenciam com destreza uns dos outros, mas a descodificação do genoma humano mostra que somos geneticamente 99,9% iguais uns aos outros. Assim chegamos a conclusão que apenas somos diferentes 0,1%, e o que nos dá essa diferença é a hereditariedade individual que é responsável por assegurar  todas as nossas características pessoais, tornando-nos únicos e diferentes uns dos outros. Pelo contrario a hereditariedade especifica é responsável pelas características que todos nos necessitamos para sermos considerados humanos. Assim concluímos que no ser humano o programa genético não define exatamente o individuo, porem é um conjunto de instruções que favorecem a variedade individual. 
  • Diversidade Cultural:  Para crescermos como humanos não basta aquilo que trazemos no nosso código genético, alguns dos órgãos mais complexos, como por exemplo o cérebro, não são independentes, pois as suas capacidades para se desenvolverem dependem da informação vinda do exterior, para se tornarem capazes de aprender, criar e compreender. Se durante o nosso crescimento e desenvolvimento não tivéssemos a possibilidade de crescermos num meio cultural, ficaríamos seres inacabados, incompletos. A cultura tem um papel fundamental na forma de ser de cada um, a forma como nascemos, crescemos e participamos em diferentes culturas, torna-nos pessoas com características próprias. Vemos isso facilmente na grande diversidade de culturas que existem a volta do mundo, maioritariamente culturas com religiões, costumes, crenças, vestuário, gastronomia, língua e arte por vezes bastante diferentes da nossa cultura.  
  • Diversidade Funcional: é um termo alternativo ao de deficiência. A diversidade funcional pode entender-se também como um fenômeno, facto ou característica presente na sociedade, que por definição afetaria todos os seus membros por igual, quer durante a infância ou envelhecimento, onde todas as pessoas são dependentes. Dado que na sociedade existem pessoas com capacidades diferentes entre si, inclusive grandes variações destas num mesmo individuo ao longo de sua vida, é possível afirmar assim que na sociedade há uma enorme variedade funcional. Isto é na sociedade de hoje em dia já sabemos como atuar perante pessoas portadoras de deficiência e também  já existem casas onde essas pessoas possam aprender a lidar com situações do dia a dia. 
  • Diversidade Social:é o conjunto de diferenças e valores compartilhados por todos os humanos nas relações sociais. Essas diferenças são expressas através da nossa língua, nossa cultura,etnia, rituais, entre outros.  
Imagem relacionada O termo diversidade remete-nos a uma pluralidade e variedade, mas nem sempre há respeito e tolerância a culturas e etnias diferentes por exemplo. Assim vemos que para conseguirmos viver num mundo melhor temos de manter o respeito entre todos! 




Telma Pinto 😊


quinta-feira, 16 de maio de 2019

A cultura afeta a perceção?

Seria um tremendo erro se afirmássemos que a forma como percecionamos o mundo não varia com a cultura na qual estamos inseridos. Desde pequenos, que a cultura nos molda, nos marca de uma forma intensa, por isso pessoas nascidas em culturas diferentes também percecionam de forma diferente.

Estudos  mostram que perante a imagem acima referida, europeus e membros de tribos africanas respondem de forma diferente ao pedido para desenhar a mesma.
Se pedirmos a um europeu para desenhar esta figura, este mostrar-se-á relutante, desenhando com bastante dificuldade, sendo que muitos nem chegam a terminar o desenho.
No entanto, se pedirmos a um africano que a desenhe, este não mostrará qualquer tipo de problema/conflito ao fazê-lo, e terminará o desenho.
O que causou estes resultados diferentes? Os ocidentais têm muita dificuldade em fazer este desenho, uma vez que consideram a existência do objeto impossível a três dimensões. Os africanos não consideram a figura inquietante e, por isso copiam-na com sucesso.E por que é que isto acontece? Os membros de tribos africanas não estão, na maioria das vezes, familiarizados com a perceção de profundidade, vivem, normalmente, em locais sem estradas, sem casas retangulares com telhados que fazem ângulos, e por isso, não conseguem interpretar bem o que vêm. 


Os pigmeus que vivem nas densas florestas do Congo raramente vêm objetos a longa distância. O antropólogo Colin Turnbull observou que, quando os habitantes destas florestas se deslocavam para a savana e observavam búfalos no horizonte, julgavam tratar-se de pequenos insetos, em vez de grandes mamíferos. A sua falta de experiência com objetos distantes explica a sua incapacidade para percecionar a permanência do tamanho dos objetos (constância de tamanho).


Estes são apenas dois dos variadíssimos exemplos que nos mostram que nem todos percecionamos da mesma maneira, e que a cultura é também um fator determinante na forma como vemos o mundo.

Ana Rita Monteiro, nº2

quarta-feira, 15 de maio de 2019

A experiência de Allport

Na década de 50, Allpert realizou uma experiência em que mostrava uma ilustração de um autocarro, em que um passageiro branco, sentado ao lado de um negro, tinha uma faca na mão. No fim, quando perguntava aos participantes na experiência quem segurava a faca, um número excecionalmente elevado de pessoas afirmava que quem possuía a faca era o passageiro negro.

E por que é que isto acontece? A imagem que foi projetada na retina destas pessoas foi distorcida pelo preconceito racional. Por isso, podemos afirmar que os estereótipos e os preconceitos afetam a forma como percecionamos os outros.
Esta experiência foi realizada há muitos anos atrás, mas, com certeza que hoje em dia, as nossas perceções continuam a ser deturpadas por ideias pré-concebidas, sendo muito difícil, senão quase impossível, mantermo-nos imparciais.

Ana Rita Monteiro, nº2

domingo, 12 de maio de 2019

Casos de Phineas Gage e de Elliot


Phineas Gage (1823-1860) foi um funcionário americano dos caminhos de ferro. No ano de 1847 (tinha ele 25 anos) sofreu um grave acidente com explosivos que fez com que o seu cérebro fosse perfurado por uma barra de metal. Esta barra atravessou o seu queixo, arrancou-lhe o olho esquerdo e saiu pela parte esquerda do crânio, tal como observamos nas seguintes figuras:


Após o acidente, Phineas foi socorrido num hospital, acabando por sobreviver e por aparentemente não apresentar sequelas graves.

No entanto, a sua personalidade sofreu diversas alterações.
Antes, este indivíduo era bastante calmo e educado, mas, após este acidente, o oposto verifica-se. Phineas tornara-se num homem irritado, mal educado, bastante diferente do que era, o que fez com que perdesse o seu emprego. Acabou por falecer aos 38 anos e, mais tarde, na década de 90, vários estudos foram feitos ao seu cérebro, que tinha sido exposto num museu. A explicação da alteração do comportamento encontra-se no córtex, que é uma região que controla os nossos impulsos e as nossas emoções.

A barra, ao perfurar o seu cérebro, apenas lesionou o córtex, portanto, as restantes zonas do cérebro, como as que controlam a fala e os movimentos, permaneceram intactas.

Em comparação com Phineas, temos o caso de Elliot, um homem que aos 30 anos sofreu de um grave tumor que o fez retirar o córtex. Após o sucedido verificou-se também uma grande mudança no seu comportamento, destacando-se a indiferença afetiva. Não demonstrava qualquer tipo de sentimento, fosse de amor, tristeza ou raiva. 

Em conclusão, podemos então admitir que o córtex é uma parte fundamental no nosso cérebro, sendo responsável pelo controlo das nossas emoções, algo que não acontecia em Phineas Gage e em Elliot, que tinham um comportamento impulsivo e descontrolado.




                                                                                                   Beatriz Magalhães, nº5


quarta-feira, 1 de maio de 2019

ESTEREÓTIPO - Relações Interpessoais

Ao observar uma rapariga vestida ou a agir de uma forma mais masculina alguma vez te fez pensar que ela seria homossexual? Ou alguma vez ouviste mesmo alguém a fazer um comentário semelhante? De certeza que sim... Isso é um estereótipo! Isto acontece pois a sociedade tem a tendência de ao observar, neste caso, uma rapariga que seja homossexual e esteja vestida de forma mais masculina e tenha comportamentos mais usuais nos rapazes, pense que todas as raparigas que vir vestidas e a agir dessa mesma forma terão as mesmas características que a primeira.



Estereótipo de homossexualidade



Assim sendo, podemos dizer que os estereótipos são generalizações incutidas pela sociedade e partilhadas através da televisão e da Internet, principalmente perante características físicas, mas também comportamentos, culturas, etc. Um estereótipo é um pressuposto, geralmente feito de maneira inconsciente, sobre uma determinada pessoa, comummente feito sem conhecer verdadeiramente o ser em causa. O estereótipo é um rótulo, normalmente depreciativo, atribuído a uma pessoa baseado em opiniões alheias que na maioria das vezes não correspondem à realidade, e que causam um impacto negativo nos outros.


Estereótipos baseados na aparência.



Desta forma os estereótipos fazem parte também do racismo, homofobia, xenofobia, discriminação, preconceito, entre outros.
Existem vários tipos de estereótipos e todos eles sofrem evoluções e diferenças consoante a cultura e a época em que se inserem, um deles é o estereótipo de beleza, isto é, o que a sociedade considera belo. Podemos facilmente perceber a evolução deste estereótipo ao refletir sobre o que antigamente era considerado belo numa mulher (excesso de peso) que nos dias de hoje já não se verifica. As diferenças do mesmo consoante a cultura também são facilmente percetíveis na imagem que se segue.



Estereótipo de beleza



Os estereótipos são muitas vezes usados no âmbito do humor, sendo muito mais aceites desta forma.
Por outro lado, apesar de na maioria das vezes os estereótipos serem apreciações negativas estes também podem, por vezes, carregar aspetos positivos. Por exemplo, Portugal é conhecido pela comida saborosa. Isto é um estereótipo, que no entanto atribui uma carateristica positiva.


Estereótipos dos diferentes países




- Mariana Oliveira